
Localizada no Entorno do Distrito Federal, Luziânia é a sexta maior cidade de Goiás e abriga o Jardim Ingá, um dos maiores distritos do país. Foi justamente nessa região, conhecida pela força do comércio local e pelo espírito empreendedor de sua população, que nasceu uma iniciativa capaz de transformar a realidade de centenas de mulheres.
Criada em 2023 pela empreendedora Denise Melone, a Rede Mulher Empreendedora surgiu de forma simples. A proposta inicial era criar um espaço para troca de informações, divulgação de produtos e indicações de serviços entre mulheres que enfrentavam desafios semelhantes no dia a dia dos pequenos negócios.
O que começou como um grupo de apoio rapidamente ganhou novas proporções. As demandas das participantes revelaram necessidades que iam muito além das vendas. Surgiram dúvidas sobre formalização de empresas, acesso a crédito, gestão financeira, capacitação profissional e fortalecimento da presença feminina no mercado. A partir daí, a rede passou a ampliar sua atuação e a construir parcerias capazes de gerar oportunidades concretas para as empreendedoras.
Hoje, cerca de 300 mulheres fazem parte da iniciativa, que ultrapassou os limites do Jardim Ingá e passou a alcançar diversas regiões de Luziânia. A rede reúne comerciantes, artesãs, confeiteiras, profissionais da beleza, prestadoras de serviços e pequenas empresárias que encontraram no coletivo uma forma de crescer profissionalmente e ampliar sua participação na economia local.
Quando empreender também significa acolher
O diferencial da Rede Mulher Empreendedora está justamente em sua capacidade de unir desenvolvimento econômico e transformação social.
Ao longo dos últimos anos, o grupo passou a promover encontros, palestras, eventos de capacitação e ações voltadas ao fortalecimento da autoestima feminina. Muitas participantes chegaram em busca de orientação para seus negócios e encontraram também apoio emocional, incentivo e acolhimento.
Temas como independência financeira, liderança, direitos das mulheres e enfrentamento à violência doméstica passaram a fazer parte da rotina da rede. Em alguns casos, as participantes tiveram acesso a informações que as ajudaram a reconhecer situações de violência, buscar orientação e conhecer os mecanismos de proteção disponíveis.
O empreendedorismo deixou de representar apenas uma fonte de renda para se tornar uma ferramenta de autonomia e transformação de vidas.



