
Uma mãe denuncia ter vivido momentos de revolta e humilhação na manhã desta terça-feira durante uma viagem de ônibus entre Luziânia e Cidade Ocidental. Segundo ela, o filho de apenas 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido impedido de seguir viagem por utilizar o benefício do passe livre.
De acordo com o relato, ao embarcar no coletivo por volta das 10h30, o motorista informou que mãe e filho não poderiam permanecer no ônibus porque não havia assentos disponíveis.
Ainda segundo a mulher, uma passageira chegou a se oferecer para levar a criança no colo até a próxima parada, mas a proposta não teria sido aceita pelos funcionários da empresa.
A situação provocou indignação entre os passageiros e terminou em discussão. O ônibus permaneceu parado até a chegada da Polícia Militar, que foi acionada para registrar a ocorrência e ouvir os envolvidos.
A mãe afirma que, durante a espera, outro coletivo passou pelo local e apenas os passageiros pagantes foram transferidos. Ela e o filho teriam permanecido do lado de fora, aguardando uma solução, situação que, segundo ela, gerou sentimento de discriminação por causa do uso do passe livre destinado às pessoas com deficiência.
Um boletim de ocorrência foi registrado e as partes foram orientadas a procurar os órgãos competentes para que o caso seja apurado. Ao final, mãe e filho conseguiram concluir a viagem.
A passageira informou que pretende denunciar o caso aos órgãos responsáveis pelo transporte e demais instituições competentes, para que a conduta seja investigada e, se necessário, sejam adotadas as medidas cabíveis.
A reportagem mantém o espaço aberto para que a empresa responsável pelo transporte apresente sua versão dos fatos.
